Oi, oi, pessoal! Sejam
todos muito bem-vindos ao post de estreia do Literart! o/
É com imensa
satisfação que venho aqui hoje iniciar os trabalhos de um projeto que foi tão
amado desde que surgiu sua remota ideia.
Sentem-se, fiquem à
vontade, porque este é o momento em que apresento para vocês uma das obras
célebres daquele que é, sem dúvida, um dos meus autores favoritos.
Título
original: The Innocent
Título
brasileiro: O Inocente
Autor:
Harlan Coben
Editora:
Arqueiro
Tradução:
Therezinha Monteiro Deutsch e Sylvio Monteiro Deutsch
Aos 20
anos, Matt Hunter vive uma noite de horror que ficará para sempre gravada em
sua memória. Durante uma festa, ao tentar apartar uma briga, ele mata uma
pessoa acidentalmente e é condenado por isso pelo júri.
Agora,
nove anos depois de ser libertado da prisão, tudo parece ter entrado nos eixos:
Olivia, sua esposa, está grávida e os dois estão prestes a comprar uma casa na
cidade natal dele. Mas a ilusão acaba quando Matt recebe um vídeo chocante e inexplicável
que começa a despedaçar sua vida pela segunda vez.
Para piorar,
ele começa a ser seguido por um homem misterioso. Em pouco tempo, o perseguidor
é encontrado morto e uma freira querida por todos também é assassinada. Quando as
pistas apontam para Matt, ele e Olivia são forçados a desafiar a lei em uma
tentativa desesperada de salvar seu futuro juntos.
“Você não tinha intenção de
matá-lo.”
Sei que pode até
parecer um diálogo, mas não é. O Inocente, uma das célebres obras de Harlan
Coben, começa justamente assim. O autor nos insere na trama, literalmente,
desde a primeira linha do prólogo do livro e, ao fim deste, você pode realmente
jurar que seu nome é Matt Hunter, e que matou um cara. Mas como o próprio
título do livro diz, você é inocente.
Anos depois de
cumprir pena pelo assassinato de Stephen McGrath, Matt está casado com o amor
de sua vida, Olivia, e eles estão esperando um bebê. A vida parece perfeita,
até o momento em que Matt recebe um vídeo suspeito, onde fica implícito que
Olivia o está traindo. Para tirar essa história a limpo, Matt contrata os
serviços de uma investigadora particular e minha personagem favorita nesse
trhiller de tirar o fôlego, Cinger Shaker. Ela é a típica personagem “badass”,
que faz parte do time dos bonzinhos, mas que pode te fazer questionar os
valores dela (ainda que estes sejam sólidos). E aqui fica meu protesto, porque
eu queria que Cinger tivesse um espaço maior na trama.
Mas as poucas
aparições da minha personagem favorita não diminuem a grandeza do enredo, nem
mesmo dos detalhes. No primeiro capítulo, Harlan nos apresenta a vida de Kimmy
Dale, uma stripper que já passou da hora de se aposentar sofre a perda
da melhor amiga (e também stripper) Candi Cane, assassinada brutalmente por seu
chefe na época. No capítulo seguinte, temos um vislumbre da “vida perfeita” de
Matt Hunter, nove anos após ele ter saído da prisão. Então, finalmente, somos
apresentados à detetive Loren Muse, e é nesse momento em que você fica doido da
vida, crente que o livro vai ter três núcleos distintos. Mas então algo muda e CABOOM! Não eram três núcleos: era
apenas um SUPER núcleo, tão perfeitamente dividido que, se você não era fã do
autor até então, vai querer levar todas as obras dele para casa a fim de testar
a genialidade do cara.
O Inocente tem de
tudo um pouco: assassinos inocentes, mesmo que você ache que eu sou louca,
isso faz muito sentido; mocinhas boazinhas com passado obscuro e que traz
um segredo que provoca a verdadeira reviravolta no livro; Cinger Shaker (porque
sim!), a detetive particular “badass” que reúne beleza e sagacidade; gente do
mal que deveria ser do bem e diálogos tão inteligentes e bem elaborados que vão
fazê-lo entender o porquê de Harlan Coben ser aclamado como “O mestre das
noites em claro”.
Eu mais que recomendo
essa obra e espero que se deem o prazer de passear por essas páginas. Ah, e claro:
que curtam também.
Aqui me despeço, mas
já te convidando a dar uma passado por aqui na semana que vem.
Beijocas. S2
