Oi, oi, gente! E chegou o dia do meu primeiro post
no Literart! \o/
Estou extremamente feliz e orgulhosa pela estreia
desse blog tão idealizado e amado e cheiroso demais. E mal via a
hora de finalmente postar aqui!
Hoje não teremos uma resenha, (como a maravilhosa
feita pela Eve linda semana passada) e sim, uma notícia sobre um novo filme que
tem tudo a ver com literatura, afinal de contas, ele vai contar um mistério
real da vida de ninguém menos que a “Rainha do crime” a minha querida,
amada, idolatrada, Agatha Christie.
Que Agatha Christie (Tia Agatha para os íntimos, o
que é o meu caso) foi capaz de criar romances policiais instigantes e
surpreendentes não é surpresa ou segredo para ninguém. O que muitas pessoas não
sabem é que Agatha foi a estrela principal de um mistério real digno de seus
livros, mas que, diferentemente deles, permanece sem solução. O misterioso
desaparecimento da Rainha do Crime vai ser transformado em uma trama de filme,
intitulado “Agatha”, pela Paramount Pictures.
No dia 3 de dezembro de 1926 Agatha saiu de casa
despedindo-se com um beijo em sua filha Rosalind, depois que seu marido
Archibald (Archie) Christie pedira o divórcio, confessando que tinha um caso e
estava apaixonado por Nancy Neele, além do fato de que pretendia se casar com
ela.
O carro de Agatha foi encontrado no dia seguinte,
chocado contra uma árvore nas proximidades de um lago. As duas portas do
veículo estavam abertas e não havia nenhum sinal dos ocupantes, exceto por um
par de luvas e um elegante casaco de pele deixado no banco de trás.
Muitas foram as hipóteses iniciais, desde
sequestro, afogamento, até assassinato. Sendo que Archibald, piloto do Corpo
Real de Aviadores durante a Primeira Guerra, chegou a ser o principal suspeito
no suposto homicídio.
O desaparecimento foi noticiado amplamente pela
mídia e contou com uma equipe de busca de 15 mil voluntários (pasmem) e mil
policiais. Aviões, mergulhadores e escoteiros buscavam por Agatha. Até mesmo
Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock (elementar) Holmes, se envolveu na
procura, de uma maneira peculiar: Doyle levou uma das luvas encontradas no
carro a um médium para uma análise espiritual.
Dez dias mais tarde ela foi encontrada em um hotel, onde
dera o nome de Teresa Neele (SIM, minha gente, o MESMO sobrenome da amante do
Archie) sem se lembrar de nada. Sim, isso mesmo. Nada. Quando viu o marido no
lobby do hotel com a polícia para o reconhecimento, Agatha o tratou como se
fosse seu irmão, e quando mostraram uma foto de sua filha com cabelos curtos,
ela pensou se tratar de um menino.
A versão apresentada pela família, na época, foi a
de que Agatha Christie havia perdido a memória depois do acidente de automóvel.
Mas a própria escritora não desvendou as razões de seu desaparecimento. Agatha
buscou ajuda psiquiátrica junto aos melhores especialistas da Europa. Sem
chegar a um diagnóstico sobre as razões do desaparecimento e, principalmente, a
riqueza de detalhes de como ele havia ocorrido, os médicos indicaram o repouso
e a volta ao trabalho como os melhores remédios para a escritora.
A hipótese mais aceita é que a Rainha do Crime
sofreu uma amnésia conhecida como “estado de fuga”. A depressão após a morte da
mãe - que falecera no início do ano - e o desespero decorrente da crise no
casamento, poderiam ter criado um quadro propício para o desenvolvimento desse
transe, uma espécie de colapso nervoso que começou depois da batida do carro.
Como todo assunto polêmico, o mistério tem várias
explicações alternativas (leia-se: Teorias da conspiração). Algumas pessoas
gostam da hipótese de que tudo não passou de um golpe de marketing para vender
mais livros, mesmo que Agatha já fizesse muito sucesso e seu livro do ano
figurasse entre os mais bem vendidos. Outras teorizam que o desaparecimento
naquelas circunstâncias era um plano para acusar o marido Archie de homicídio.
Há outra vertente que aponta que a obra “O Retrato”, em que a personagem
principal pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido, é um relato de
Agatha sobre os dias que passou desaparecida. (E aí, já escolheu a sua teoria
preferida?)
O projeto do filme está sendo descrito como uma
mistura de “Sherlock Holmes” (2009) com “Tudo por uma Esmeralda” (1984). A
primeira versão do roteiro foi escrita por Allison Schroeder (“Meninas Malvadas
2″) e, atualmente, o texto está sendo reescrito por Annie Neal. “Agatha” ainda
não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Como uma fã de carteirinha da Agatha Christie, já
estou morrendo de curiosidade para saber como o fato será relatado, e mal posso
esperar por mais notícias sobre esse filme. Espero não demorar a voltar aqui no
Literart com a notícia de que ele será lançado em breve! (Sonhar não custa nada
hahaha)
Então, é isso! Vejo vocês nesse mesmo local (Né?
Diz que sim, diz que sim... Sim?) na semana que vem! Para mais um post sobre
livros e literatura!
Um beijo, um abraço e um queijo para vocês! <3
P.s: O mistério já foi trabalhado na série Doctor
Who, numa trama envolvendo alienígenas e abelhas gigantes.
P.s.s: O desaparecimento de Agatha já foi retratado
também em um filme, em 1979, intitulado “O Mistério de Agatha”. Entretanto, a
trama parte de um relato mais ficcional, em que um repórter americano sai ao
encalço de Agatha e a encontra em um sanatório prestes a levar adiante um
“plano macabro.” (Expressão da sinopse, não minha! Hahaha)
Agatha Mary Clarissa Christie (nascida Agatha Mary
Clarissa Miller; Torquay, Devon, Inglaterra, Reino Unido, 15 de setembro de
1890), popularmente conhecida como Agatha Christie, foi uma escritora britânica
que atuou como romancista, contista, dramaturga e poetisa. Se destacou no
subgênero romance policial, ganhando popularmente, em vida, a alcunha de
"Rainha/Dama do Crime" ("Queen/Lady of Crime"). Durante sua
carreira, publicou mais de oitenta livros, alguns sobre o pseudônimo de Mary
Westmacott.